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O que é Design Independente?
O que é Design Independente? 6/10/2020

por Camila Farina

 

Em primeiro lugar eu preciso agradecer a você por estar aqui. Se chegou nesse texto é porque se interessou pelo nosso conteúdo e espero que, pelas marcas que a gente traz no nosso Marketplace. É sobre elas que eu quero falar. 

 

Antes de iniciarmos o movimento e produzirmos a primeira Open Feira de Design no final de 2015, eu nunca tinha ouvido alguém usar o termo Design Independente, até começarmos a designar assim o ofício daqueles empreendedores criativos (grande parte deles graduados ou graduandos em cursos de Design ou Arquitetura), que vinham expor seus produtos com a gente. O uso do termo foi fruto da necessidade de diferenciarmos o que selecionávamos em nossa curadoria, do artesanato, da arte ou do design industrial, para que as pessoas também entendessem o perfil da feira e o que poderia encontrar nela. O termo “Independente” antes mesmo do “Autoral”, é super importante para compreendermos essas marcas, onde o designer empreende com a própria força (de vontade, financeira e de operação), envolvendo em cem por cento das vezes uma paixão incontrolável pelo que faz.

 

O Design Independente então como termo, veio nos ajudar a conceber tudo que é desenvolvido projetualmente, nas lógicas próprias do design, porém com fabricação manual e artesanal, consequentemente com produção limitada (estoques pequenos) e muita exclusividade. Quase tudo que você encontra aqui na Store e nas feiras tem potencial para produção em larga escala, mas o grande charme do que apresentamos aqui é justamente o toque do fazer com as próprias mãos. Exemplos disso são os brincos de azulejo da Studio Imã, que a partir de técnicas de Upcycling buscam seu material - o azulejo antigo - em demolições de casas antigas. A lapidação manual desse azulejo produz formas singulares, assimétricas e com marcas de produção, dignas da joalheria contemporânea. 

 

// Os processos do design independente

 

Os processos do design independente são completamente humanizados e somados à criatividade no uso de materiais, colaboram também com os propósitos das marcas, como é o caso da marca de moda Tsuru, que aproveita, a partir da técnica Zero Waste, cada cm do tecido utilizado. Dona Rufina utiliza como material para suas bolsas e demais acessórios o couro residual da indústria calçadista, combinado à lã feltrada manualmente por artesãs dos Pampas Gaúchos. Também vemos essa preocupação em marcas de objetos de decoração e acessórios, como a Designacional, que escolheu os resíduos da natureza como matéria prima (madeira, sementes, folhas secas), de forma que cada peça produzida se torna ainda mais exclusiva.

 

O fazer manual também é uma prática comum, em função das limitações de cada marca, que pelo tamanho do negócio, não dispõe de maquinários para produção seriada, ou mesmo fôlego de investimento na terceirização para produção em larga escala. O cenário possível é mesmo o do fazer artesanal, com uma terceirização limitada, principalmente das marcas de moda, que envolvem fornecedores em etapas como modelagem, corte e costura, ou acabamentos mais detalhados como estampas. 

 

Além disso, na concepção dos produtos, refletindo o propósito de cada marca, temos uma preocupação grande em atender à diversidade do público, com peças genderless (que vestem sem  gênero) e tamanhos variados. Marcas como camisas Capivara deixam isso muito evidente na comunicação, oferecendo uma modelagem bastante adaptável e muito versátil. 

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