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por Paula Visoná Se você é um usuário de redes sociais – e as chances de não ser são bem pequenas! – já deve ter esbarrado em alguma dessas hashtags: #supportlocalbusinesses; #supportlocal; #comprelocal; #compredequemfaz; #compredopequeno ou, simplesmente, #localpride , né? Talvez você possa ter pensado que esse movimento é algo passageiro, em decorrência de estarmos vivendo uma pandemia, o que torna muito relevante querermos valorizar os negócios locais agora. Bem, se você pensou algo nessa linha, você está parcialmente certo. Sim, o momento atual ativou uma verdadeira onda global de suporte e valorização dos negócios locais . No entanto, esse movimento já estava acontecendo em diferentes territórios, no mundo inteiro. Como eu comentei acima, o momento atual ativou um movimento a favor de uma determinada perspectiva comportamental que se tornou conhecida como Local Pride . E, se houve essa ativação é porque estamos falando de uma ideia que já estava se manifestando em diferentes contextos. Nesse caso, estamos identificando a manifestação de uma tendência de comportamento . E, é muito importante que isso fique claro, não se trata só de comportamento de consumo, pois tendências comportamentais vão muito além dessa instância da cultura viva cotidiana. Trata-se de uma visão de mundo , que se expressa, sim, na compra e consumo de produtos, serviços, conteúdos e experiências, mas que também se manifesta nas relações sociais, nas opções políticas e econômicas, nas escolhas estéticas, etc. E isso, claro, relacionado a pessoas em vários locais do mundo, em um período que pode ser curto – um a três anos – ou, longo – entre dez e quinze anos. Segundo um artigo publicado em outubro de 2014 no Blog HotPads , os grandes responsáveis pelo Local Pride como tendência comportamental são os millenials . Se você não sabe quem são (e do que se alimentam...) os millenials , vale dar uma conferida no texto na íntegra. De maneira geral, o termo  millenial é utilizado para nominar a geração nascida entre 1981 e 1996. É uma geração que se adaptou facilmente às redes sociais , pois, nasceram em uma realidade já muito impactada pelas tecnologias de comunicação e conexão. É, também, a geração que viu a globalização deixar de ser uma ideia abstrata, para se tornar uma realidade presente, pulsante e estimulante. Certo, mas por que justamente a geração que se beneficiou tanto com a globalização é a mesma que estimula, e propaga, o Local Pride pelo mundo? Bem, aí teríamos que falar sobre a relação entre os seres humanos e os paradoxos e, creio, precisaríamos de mais pelos menos uns três artigos. Entretanto, podemos falar sobre duas coisas importantes nessa relação entre millenials e Local Pride : a proximidade e o conhecimento sobre processos e pessoas envolvidas na produção de bens . Além disso, também podemos agregar mais um fator nesse coquetel de informações que estamos construindo: a criatividade como meio de vida . Agora, talvez, algumas coisas estejam fazendo um sentido maior pra você. Assim ficou até mais fácil de compreender por que surgiram tanto negócios no meio da loucura da pandemia, né? Ah, mas tem muitos elementos a mais nessa equação! Só que pra falar sobre isso vamos precisar de um novo artigo. Então, aguarda um pouquinho que nossa próxima contribuição por aqui vai ser para destrinchar mais esses elementos e, de quebra, também falar sobre como usar o Local Pride a favor daquele seu projeto que está engavetado há tempo , mas, louco pra se tornar realidade!   Paula Visoná é professora universitária, pesquisadora de tendências comportamentais e socioculturais, coordenadora de cursos de pós-graduação em Design na Unisinos. Consultora de empresas nas áreas de estratégias de inovação aberta, cocriação, geração de cenários de futuro e metodologias criativas.       Background photo created by freepik - www.freepik.com
28/10/2020
por Camila Farina   Em primeiro lugar eu preciso agradecer a você por estar aqui. Se chegou nesse texto é porque se interessou pelo nosso conteúdo e espero que, pelas marcas que a gente traz no nosso Marketplace. É sobre elas que eu quero falar.     Antes de iniciarmos o movimento e produzirmos a primeira Open Feira de Design no final de 2015, eu nunca tinha ouvido alguém usar o termo Design Independente , até começarmos a designar assim o ofício daqueles empreendedores criativos (grande parte deles graduados ou graduandos em cursos de Design ou Arquitetura), que vinham expor seus produtos com a gente. O uso do termo foi fruto da necessidade de diferenciarmos o que selecionávamos em nossa curadoria, do artesanato, da arte ou do design industrial, para que as pessoas também entendessem o perfil da feira e o que poderia encontrar nela. O termo “Independente” antes mesmo do “Autoral”, é super importante para compreendermos essas marcas, onde o designer empreende com a própria força (de vontade, financeira e de operação), envolvendo em cem por cento das vezes uma paixão incontrolável pelo que faz.   O Design Independente então como termo, veio nos ajudar a conceber tudo que é desenvolvido projetualmente, nas lógicas próprias do design, porém com fabricação manual e artesanal, consequentemente com produção limitada (estoques pequenos) e muita exclusividade. Quase tudo que você encontra aqui na Store e nas feiras tem potencial para produção em larga escala, mas o grande charme do que apresentamos aqui é justamente o toque do fazer com as próprias mãos. Exemplos disso são os brincos de azulejo da Studio Imã, que a partir de técnicas de Upcycling buscam seu material - o azulejo antigo - em demolições de casas antigas. A lapidação manual desse azulejo produz formas singulares, assimétricas e com marcas de produção, dignas da joalheria contemporânea.     // Os processos do design independente   Os processos do design independente são completamente humanizados e somados à criatividade no uso de materiais, colaboram também com os propósitos das marcas, como é o caso da marca de moda Tsuru, que aproveita, a partir da técnica Zero Waste, cada cm do tecido utilizado. Dona Rufina utiliza como material para suas bolsas e demais acessórios o couro residual da indústria calçadista, combinado à lã feltrada manualmente por artesãs dos Pampas Gaúchos. Também vemos essa preocupação em marcas de objetos de decoração e acessórios, como a Designacional, que escolheu os resíduos da natureza como matéria prima (madeira, sementes, folhas secas), de forma que cada peça produzida se torna ainda mais exclusiva.   O fazer manual também é uma prática comum, em função das limitações de cada marca, que pelo tamanho do negócio, não dispõe de maquinários para produção seriada, ou mesmo fôlego de investimento na terceirização para produção em larga escala. O cenário possível é mesmo o do fazer artesanal, com uma terceirização limitada, principalmente das marcas de moda, que envolvem fornecedores em etapas como modelagem, corte e costura, ou acabamentos mais detalhados como estampas.     Além disso, na concepção dos produtos, refletindo o propósito de cada marca, temos uma preocupação grande em atender à diversidade do público, com peças genderless (que vestem sem   gênero) e tamanhos variados. Marcas como camisas Capivara deixam isso muito evidente na comunicação, oferecendo uma modelagem bastante adaptável e muito versátil.  
06/10/2020
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QUEM SOMOS
 
 
A OPEN Design Store é a versão online da OPEN Feira de Design, a maior feira de design independente e autoral do Sul do país.
 
Nosso Marketplace foi criado para ser um canal entre designers independentes e seu público, na impossibilidade de realizarmos os
eventos físicos durante a Pandemia. Aqui você encontra produtos de diversas marcas nacionais com foco no Design Independente,
ou seja, no empreendedor do design que toca sua marca sozinho, ou com uma equipe muito pequena fabricando manualmente, 
priorizando fornecedores locais, preocupado com sustentabilidade, entregando cada peça ao mundo com muito cuidado. 
 
Seja bem vindo, apoie os pequenos empreendedores deste país e nos ajude a compartilhar essa iniciativa!
 
 
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